segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CONCENTRAÇÃO - PROPOSTAS ADICIONAIS PARA ESTUDANTES E AFINS


Um dos problemas que causam angústia em vestibulandos, alunos em geral, professores, adultos e entre outros sonolentos, cansados, desestimulados, perdidos é a CONCENTRAÇÃO.
Alias, o problema é a DESCONCENTRAÇÃO, mundos dos sonhos inimagináveis, coisa mais agradável para se pensar. Até que algo fala forte:
Onde você estava na hora que isto foi ensinado, na hora de aprender, na hora de estudar?
Sabendo que a concentração é uma obrigação, mas que tudo o que é imposto se torna desagradável e ainda por cima acarreta sentimentos de culpa de todos os tamanhos e causas.
Se concentração é uma coisa boa e necessária o que tem é que se descobrir como torná-la agradável, prazerosa, a serviço de cada um.
Resumindo
O QUE IMPEDE UMA BOA CONCENTRAÇÃO?
As barreiras para concentração são o tédio, a andiedade, sonhar acordado. Às vezes cada coisa destas idoladamente, mas em geral todas juntas, se misturando sem saber onde começou o quê.



O QUE EXATAMENTE É CONCENTRAÇÃO?
Concentração é a habilidade em dirigir o pensamnto num ponto determinado na busca de algum objetivo.
Se prestaram atenção na leitura e estavam concentrados na mesma, repararam que se define compreensão como HABILIDADE.



HABILIDADE lembra característica que pode existir alguma herança genética (se bem que nunca vimos pessoas serem concentradas por herança familiar, mas o contrario pode ser verdadeiro pelo hábito de ninguem prestar atenção em nada) e, melhor, é um dom se pode adquirir.



NECESSIDADES PARA CONCENTRAÇÃO
1- FOCALIZAR
2- ESTAR PRESENTE
3- DECISÃO CONSCIENTE que significa saber estabelecer trocas e controlar sua meta.



FOCALIZAR é saber exatamente o que se quer.
ESTAR PRESENTE significa vivenciar algo em determnado momento e situação com todos os seus sentidos e atributos cerebrais (memória, intelecto, atividades).
DECISÃO CONSCIENTE é saber o que e porque está se concentrando e saber lidar com preguiças, devaneios, outras atividades, mesmo que possam parecer corriqueiras.



SUGESTÕES PRÁTICAS
1- Identifique TEMPO DE CONCENTRAÇÃO para determinada atividade. Se for uma aula, não é só tempo de relógio, mas o tempo de assunto etc. O que deve controlar sua concentração não é um sino, uma campainha, mas o seu entendimento.
Mas falamos mais de estudos, pois tente ir graduando o tempo para seus estudos sem sair para fazer outra coisa. Não arrisque todas suas fichas num tempo extenso. É diferente determinar 10 ou 30 miunutos para determinadas coisas e há diferenças para que tipo de situações estão em foco.
2- MUDANÇA DE ATIVIDADE FÍSICA E MENTAL entre períodos de concentração é necessário dar outro foco para o cérebro, seja andar, espreguiçar-se, respirar, alimentar-se etc.
3- AUTO-INCENTIVO para o nivel de concentração que necessita. Côres, desenhos, prêmios por conquistas, anotações esquemáticas, etc.
4- Manter ATIVIDADE MENTAL ATIVA! fazer uma atividade criativa (quadrinhos), balões de comunicação, escrever bilhetes, registrar etc. Escrever bilhetes para memória rápida e espalhar pelos seus domínios.
5- AMBIENTE FAVORÁVEL À CONCENTRAÇÃO. Reduzir distrações, melhorar a cadeira, abrir ou fechar a janela, roupa à vontade etc.
6- ADEQUAR MENTE E HORÁRIOS. Em qual período do dia você trabalha melhor, sua mente está mais fresca e seu corpo mais leve. Concentração é difícil de ser mantida com excesso de cansaço. Mas seja racional com o todo de sua vida. se frequenta escola pela manhã, não deixe a madrugada ivre para estudar. Em algum lugar você irá querer um travesseiro.
7- Experimente até onde ESTUDO EM GRUPOS podem ajudar para que todos fiquem focalizados em suas propostas.
8- Checar se seu problema é para dificuldade de concentração ou se o que está ocorrendo é DISPERSÃO POR FALTA DE CONHECIMENTOS E COMPREENSÃO NECESSÁRIA. Se o caso for este dedique tempo para estudos primordiais e até básicos. Caso contrário ficará sempre a ver navios, esperando tomar aquele que nem existe mais, o bonde, andando ou morre na praia.

DIMINUINDO PROBLEMAS ESPECÍFICOS
1- Recarregar baterias cerebrais. Aliviar cérebro saturado de coisas desnecessarias. Aquelas duvidas de será que é isto ou aquilo, será que passo não passo, será que... fica sempre no será e você gasta bastante tempo sem saber a resposta, sem tempo para outra coisas prepara-se realmente para o pior.
2- Manter a concentração em assuntos  odiados ou tediosos. fazer ESTUDO ATIVO, pesquisar e tornar interessante o estudo. Talvez procurando na internet até descubra alguem que fez daquilo mesmo que não se consegue ver utilidade ou graça algo muito bom e eficaz para a humanidade.
3- Bloquear o sonho acordado durante uma necessidade de concentração. Use a técnica do PARE! E SE RECONECTE.

SONHOS ACORDADOS você se dará como prêmios por ter conseguido se concentrar. Daí ninguém segura ninguém. Mas olha o tempo gasto com seu prêmio!
4- Evitar pensamentos negativos. Tente mudá-los, tornar o negativo positivo, reserve-os para o tempo estipulado para isto. Isto mesmo, você pode se determinar um tempo por dia - por exemplo 10 minutos - para pensar em tudo de negativo que está temendo, mas os 20 minutos seguintes que seja só de sucessos e alegrias futuras, uma  verdadeira conversão de idéias. Você consegue!

CONSEGUINDO OU NÃO O QUE DESEJA ENQUANTO CONCENTRAÇÃO
1 -Pode ser produtivo manter uma ficha esquema de programações de estudos e junto com isso ir avaliando sua CONCENTRAÇÃO.
Num esquema de OK! - conseguido! e NOK - não conseguido poderá ter uma avaliação do que é necessário modificar em suas atitudes ou onde estas têm funcionado bem.
2- Invente novas formas ou aplique o que dá certo nos estudos e na maneira de assistir aulas.
3- Percebeu que tem dúvidas? Esclareça-as. Pode perder a concentração por não atender suas dúvidas na hora certa.
4- Troque idéias com colegas sobre o assunto concentração.
5- Busque por ajudas certas.
6- Registre brevemente formas de estudo eficazes.

ADVERTÊNCIAS
1- Música de fundo, muitos dizem que afasta o sono, mas pode trazer o sonhar acordado. Saiba se faz realmente bem e em todas as horas.
2- Televisão aguça a vontade de dispersar a atenção em todos os sentidos para a telinha. Melhor prever horários e programas a serem assistidos, sem sentimento de culpa.
3- Uma simples telefonema pode não ser tão simples assim. Leva a encadeamento de assuntos, encadeamento de pensamentos, quando não encadeamento de outras telefonadas. Coloque na medida do possível tambem o telefone em sua programação.
4- Não queira ser um nerd, pois até eles sonham acordados e se não sonham, vale a pena ser mais um?
Seja um estudante ativo, imaginativo, focado e... seja feliz!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FACILITANDO MENTE E AMBIENTE DE APRENDIZAGEM PARA CRIANÇAS - DINAMISMO EM SALA DE AULA E TREINAMENTO TEMA 16-

Os origamis correspondentes a este texto continuam no http://mariadobradura.blogspot.com/
na postagem com o nome que segue

FACILITANDO MENTE E AMBIENTE DE APRENDIZAGEM PARA CRIANÇAS
(De acordo com solicitações segue um trabalho de outros tempos)
Um atleta não entra em campo sem concentração e aquecimento. Em muitas industrias japonesas e mesmo em outras, também há momento de concentração antes do inicio do horário de trabalho.
Nas escolas é necessário muitas vezes um breve, até brevíssimo, momento de concentração e aquecimento para favorecer esquemas de processos neurológicos, intelectuais de pensamento, raciocínio, percepção, observação, incluindo-se rapidez intelectual que estão presentes na aprendizagem.
Com os objetivos de extrapolar e auxiliar pensamentos de aprendizagem escolar e de vida (nada impede que pais reforcem as condições de aprendizagem de seus filhos desta forma) este é um programa adequado aos alunos, para ser desenvolvido pelo, e junto com o professor.
OBJETIVO - favorecer o desenvolvimento integrado de áreas cognitivas e afetivas, com esta última garantindo a fixação e as transposições mentais necessárias.
A criança deve se auto-conhecer, tomando consciência de si ao seu nível, em todos os aspectos e através disso positivamente ampliar o seu EU.
A criança deve saber o quê, para quê, porquê a situação está sendo trabalhada. Sempre explicar TUDO à criança. Com palavras corretas, claras.
Ao professor, cabe explorar ao máximo tais atividades, questionando, ampliando, pensando que a mente humana tem possibilidades muito mais amplas do que costumamos usar e trabalhar.
Não se limitar aos roteiros. Ampliar ou resumir para chegar aos objetivos respeitando as características daquele grupo de crianças.
Ter em mente independência, criatividade e ação como formas principais para os desenvolvimentos intelectuais e afetivos.

ATIVIDADE 1 – FANTASIA DE OLHOS ABERTOS
Muitas crianças podem apresentar dificuldades de fantasiar. Não podemos esquecer que a imaginação é a mola necessária para desenvolvimento livre e criativo.
Para estimular este fantasiar, começamos com uma fantasia de olhos abertos.
“Vamos imaginar que em nossa sala há um ratinho (esquilo ou outro). Bem bonitinho... Ele está em algum lugar... Todo mundo só pensando... Onde você gostaria de colocar esse ratinho... Imagine que eles está andando pelas paredes... Ele desce para o chão e anda em direção ao armário... Agora acho que ele vai escrever na lousa, pois ele está indo para lá... Imagine o ratinho de outra cor... Agora imagine que ele está olhando para você... Agora imagine uma porção de ratinhos iguais... Todos estão olhando para você... Agora todos eles alegremente estão dizendo tchauzinho para você... Agora acabou nossa fantasia de olhos abertos e vamos conversar sobre tudo isto sobre os ratinhos."
Os alunos estarão acompanhando com os olhos os lugares onde se diz que o ratinho está. Todos podem fazer a experiência de andarem como os ratinhos. E inventarem outras experiências decorrentes.
Objetivos - alem da imaginação, um jogo ocular que provoca a observação.

ATIVIDADE 2 – DEIXA COMIGO – SEI FAZER, ME VIRO, ETC.
Fazer com que a criança descubra o gosto gostoso de se virar, de fazer sozinho (pequeno principio de independência).
O professor conta as diferentes capacidades de inteligência:
- da galinha- (“burrinha”, sem iniciativa). Obs -Um livro interessante A VIDA INTIMA DE LAURA de Clarice Lispector. Cocando milho de um lado da tela de galinheiro e a galinha está do outro, mesmo que haja portões imensos abertos ela não consegue “pensar” em dar a volta alcançar a comida. Ela enfiará o pescoço pelo buraco da tela/cerca e pode até se machucar, pois é a única saída que ela vê. A galinha não sabe achar soluções para seu problema.
- do cachorro – sabe procurar saídas simples. Na mesma situação da galinha ele consegue ir farejando e encontrar uma saída para chegar na sua comida, que com certeza não será milho.
- do chipanzé – Se um macaco chipanzé – aqueles de circo, televisão - quiser pegar uma comida ou algo que esteja num lugar que não é acessível a ele, nem subindo fácil por árvores ele é capaz de utilizar um pedaço de um bastão para alcançar seu objetivo.
- do homem – O ser humano consegue inventar o que quer, procura respostas, novas respostas, novas formas de fazer. Até faz sua comida.
O professor pode montar situações com figuras, representações/dramatização das crianças para melhor entendimento. 
ORIGAMI DA GALINHA http://mariadobradura.blogspot.com/
postagem FACILITANDO MENTE E AMBIENTE DE APRENDIZAGEM
Pode-se contar uma historia engraçada e com este objetivo que é MARIA VAI COM AS OUTRAS de Sylvia Orthof (ótimo livro). Antes do final da estória suspende-se a contagem e a visualização do livro (se houver) e questiona-se: "O que vocês acham que a Maria vai fazer?”
(In off – na estória a Maria pára de seguir as outras e vai comer feijoada num restaurante e ela é uma ovelha)
O importante é que a estória mostre experiências e situações problemas que devem ser resolvidas na prática pelos alunos incentivando-se o uso da imaginação, da independência e de MINI BOM SENSO.
Procurar desvalorizar atitudes, quando desnecessárias de “me dá”, “faz pra mim”, “pega pra mim”, etc.
Pode abranger fazer lições/tarefas sozinhas, fazer um lanchinho, não ser mandado pelo grupo, etc. E ali naquela sala e em casa o que e como já podem fazer sozinhos?

ATIVIDADE 3 – DIA DAS MÃOS (treino, consciência e utilização das próprias mãos)
Através de questionamentos e movimentos:
Qual é a minha mão mais esperta?” (dominância direita-esquerda)
”Tenho uma mão que ajuda a outra?” (isto deveria se fazer com aqueles adultos sem habilidades que acham graça em dizer que têm duas mãos esquerdas)
“Vamos fazer alguns gestos com as mãos (ideal música de fundo, tipo marchinha ou alguma ritmada):
Vamos fazer o gesto de pegar... largar... agarrar... soltar... juntar... atirar... atirar bem longe... mais longe... pegar... bater... socar... chamar... dizer adeus...acariciar... beliscar... alisar... etc...”
O professor deve orientar para que todos percebam qual é o gesto aliado à palavra (formação de vocabulário e gestual).
Pode-se combinar um sinal de marcação de ritmo enquanto gesticulam.
É importante que a criança ligue o conceito à ação.
Ainda neste tema pode-se cantar com as mãos também. Entre outras há a música tradicional PIRULITO QUE BATE, BATE. E qualquer outra música, pois há várias com gestos.
Após tudo isto cada criança desenha sua própria mão numa folha de papel. Se já sabem escrever podem escrever adjetivos para suas mãos como grande pequena, fina, gordinha. Ainda podem escrever um bilhete para a sua mão dentro do desenho da mesma elogiando-a, agradecendo.
Sendo uma escola confessional católica podem rezar o Pai-Nosso de mãos dadas para explicar o sentido de uma mão que se une a outra para que se esteja juntos, auxiliem-se etc.
Independente de escola religiosa é importante este sentido de uma mão ajuda a outra. Alguma leitura ou palavras enquanto se dão às mãos. É principio de cooperação, coletividade.
NOTA – esta técnica dita para crianças e de crianças, bem que teria sua utilidade num treinamento profissional, claro que com palavras mais pomposas e adultas!

ATIVIDADE 4 - DIA DAS MÃOS, DA CABEÇA E DO ESPAÇO DO PAPEL- (consciência, treino e utilização de potencial corporal)
O objetivo é trabalhar e ampliar seus próprios espaços gráficos e de vida estabelecendo relações com criatividade e utilização de seu próprio corpo.
Numa folha de papel (oficio/sulfite) que cada criança terá em mãos, o professor também tem a sua para ir demonstrando:
"Vamos passar o dedo por toda a beirada do papel, indo de um canto a outro... Passar por toda a extensão, por toda a folha de papel... Sinta se o papel é liso, enrugado, macio (etc)...
Vamos pegar um lápis de cor e fazer 10 pontos bem longe um dos outros, perto das bordas do papel... Agora, vamos ligar um pontinho no outro em qualquer direção, como quiserem...
Vamos fazer agora dez pontinhos bem perto uns dos outros... Vamos ligar estes pontinhos...
Podemos ligar agora os pontos próximos aos pontos mais longes.
Sempre dê o tempo para que o aluno alcance o que é solicitado.
Agora, vamos deixar este papel de lado e numa outra folha, com lápis preto vamos fazer riscos pertos e longes, procurando não olhar e nem tirar o lápis do papel . Vamos rabiscar fazendo linhas retas, enviesadas, de uma ponta a outra, atravessando todo o papel... Vamos fazer desenhos como se fossem bolinhas, sem tirar o lápis do papel... como se fossem rolos (tudo isto está sendo demonstrado pelo professor na lousa e dizendo que não é para ser igual ao dele).
Vocês já fizeram bastante rabiscos, vamos ver se no meio dos rabiscos aparecem figuras parecidas com alguma coisa. Se aparecer, sempre aparece, (principalmente bolas, peixinhos), vamos pegar um lápis de cor, qualquer cor e desenhar o contorno do que se achou e pintar por dentro.”
Terminar esta atividade falando de espaços, o eu nos espaços, descobertas.
Fala-se também em limites maiores e limites que devem ser ampliados ou respeitados.
ORIGAMI DO LÁPIS http://mariadobradura.blogspot.com/
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 NOTA - Outra atividade possível para adultos em treinamento profissional, desde que adaptada.

ATIVIDADE 5 – O BRAÇO QUE VAI LONGE E CHEGA PERTINHO
Ainda trabalhando com a finalidade de espaços, limites, criatividade e consciência de seu próprio corpo.
Na sala estarão dispostos nas paredes folhas de papel manilha ou jornal na altura do braço das crianças.
Em grupos de 4/5 alunos vão até este papel e ficarão de perfil, de lado, para a parede (próximos a ela) cada um com um lápis de cera na mão (respeitar os canhotos que devem ficar com seu lado esquerdo para o papel) e farão círculos tendo o braço como eixo. Os círculos serão grandes e darão dez voltas num possível mesmo tamanho e depois o professor avisa para irem diminuindo o tamanho dos círculos e podem virar de frente para o papel, Depois aumentam novamente e diminuem virando o corpo conforme o necessário.
Isto possibilita um treino do movimento amplo para o mais específico e provoca o uso mais amplo do próprio corpo em continuidade com dorso, braços, mãos e dedos.
Depois se pode virar este papel ou também com sulfites nas mesas vão desenhar como gigante, como anãozinho e como uma criança de sua idade.
Após este trabalho pode-se fazer aqui nesta atividade o origami do lápis sugerido acima. (Papel retangular, podendo ser 15x7,5 cm e colorido)

ATIVIDADE 6 – FANTASIA DE OLHOS FECHADOS
"De olhos fechados, embarcamos para uma viagem fantasia, uma viagem de faz-de-conta, gostosa, toda agradável. Podem deitar a cabeça na mesa, ou só ficar com os olhos fechados acompanhando com o pensamento o que vou dizendo.
Vamos imaginar que estamos numa floresta muito bonita. Cheia de flores, passarinhos, esquilos e tudo... Nada dá medo porque tudo é bonito e não tem perigo nesta floresta imaginária. Tem riacho com cascata... O sol está bonito e os raios de sol, a sua luz passam entre as árvores... Nisso nós vemos um caminho na floresta, uma estradinha que só passa gente. Nós vamos andar por ela... Ela começa a subir como se estivéssemos numa montanha... Chegamos lá em cima perto das nuvens, de um céu muito azul e olhamos ao longe e tem muitas outras montanhas. Nisto vemos numa outra montanha que há uma casinha ou uma gruta bem em cima. Resolvemos ir até lá, mas descer toda esta montanha e subir a outra, vamos fazer mais uma vez de faz-de-conta e de repente temos asas... Vamos voar até lá. Experimentamos o vento batendo em nosso rosto. Nossas asas são fortes... Chegamos na outra montanha e tiramos as asas, pois não precisamos mais delas. A casa que é pequenininha por fora, mas quando entramos vemos o quanto ela é grande por dentro com um corredor bem comprido e cheio de portas... Cada porta tem o nome de seu dono... Vou procurar a porta que tem o meu nome... Acho a porta com meu nome... Só eu posso abrir esta porta... Coloco a mão na maçaneta... Abro... E vejo lá dentro...
Depois que você olhar bem o que tem lá dentro. Você vai abrir os olhos pegar uma folha de papel sulfite, lápis coloridos e desenhar o que você viu lá dentro...”
Sempre é produtivo conversar sobre estas experiências realizadas. Há a oportunidade de se expressarem de forma positiva.
Esta experiência é muito boa para juntar imaginação à criação, atenção e concentração. Também proporciona uma liberação afetiva-emocional. Introduz conceitos intelectivos com conceitos práticos afetivos. Reforça vocabulário. Diferencia imaginação e realidade. Se houver um psicólogo ou orientador que possa analisar o desenho da criança, mais ainda se pode fazer por ela, caso necessário.
(adaptada do livro DESCOBRINDO CRIANÇAS de Violet Okland - ed. Summus)

ATIVIDADE 7 – DIA DA VELOCIDADE
O objetivo é possibilitar condições de rapidez e de ação intelectual (percepção, raciocínio, ação).
O professor convida:
“Vamos lembrar todas as palavras que sabemos e que lembrem velocidade, ou melhor, movimento. Por exemplo: bicicleta, carro, fórmula 1 , Senna, Schumaker, Felipe Massa, tartaruga, avião, skate, etc.” (Ajuda-los a lembrar)
Questionamentos sugestivos e aguardar respostas:
É gostoso correr? É bom estar sempre correndo? É bom fazer tudo correndo? Ou é bom fazer tudo devagar, bem devagarinho?
Será que é bom não saber correr, estar sempre atrasado? Enrolar e fazer na moleza?
Será que eu sou mole para fazer direitinho, ou faço rápido e faço errado?
Será que faço na moleza, porque não presto atenção na hora certa?
Fazer bem é fazer devagar, depressa ou como?
Já deixei de fazer lição por causa da moleza? Ou já deixei de brincar porque faço a lição na moleza? Sou mole para brincar?
Canso rápido? Tenho dor em algum lugar? Será que não sei respeitar quem não é tão rápido?
Neste momento pode-se cantar a música O TRENZINHO do Padre Zezinho – Ed. Paulinas e utilizar o ORIGAMI DO TREM
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Levar uma foto de trem (não metrô, que não é um trem convencional) e mostrar o que é locomotiva, máquina, vagão, como ele anda nos trilhos. Pode até suplantar e mostrar TAMBÉM um trem bala. Pode discorrer sobre o que é andar nos trilhos enquanto se é trem. O trem bala flutua sobre os trilhos!
Colocar um desenho esquemático e grande na lousa (ou num carta) de um trem. Escrever em cada vagão uma atividade da criança, que ela vai sugerir. Na locomotiva colocar (colagem ou desenho) uma criança. Depois cantando uma música afim, ou imitando os barulhos de um trem as crianças em fila de trenzinho podem correr, andar devagar, meio termo, brecar.
OBJETIVOS:
- saber que devem ter seu ritmo e se virarem sozinhos em algumas coisas (lição por exemplo, arrumarem suas coisas)
- expressões corporais, conhecimento de suas possibilidades de movimentação corporal e mental
- limites entre movimentos
- maior agilidade nas realizações
- divertimento .
Esta e outras atividades podem ser feitas integradas com professores de diferentes matérias, até educação física. Integradas, cabe ao professor de classe o maior desenvolvimento das mesmas

ATIVIDADE 8 – RELACIONANDO OBJETOS
O professor explica, ao nível possível de entendimento, o que é forma, cor, natureza, etc. que constem do espaço da sala de aula. Pode ser eleito um tipo por vez – exemplo todos os objetos redondos e/ou todas coisas azuis etc.
As crianças terão um tempo médio de 2 minutos para olhar para toda a sala e verificar o que vêem.
Após a leitura visual cada um em seu caderno faz a lista do que viu (se souberem escrever, senão podem desenhar).
O professor pergunta quem relacionou 1, 2 ou mais. Quem tiver relacionado mais escreverá, ela ou o professor, na lousa. Se alguém escreveu algum diferente e certo irá acrescentar na lousa. Caso algo esteja errado deverá ser apagado da lousa e dos cadernos. Pode-se estimular uma espécie de jogo onde os concorrentes sejam fileiras, meninos e meninas ou outra opção.
Objetivo - Lembrar as crianças da importância de estar sempre atento, observar, ser rápido, gostar de competir respeitando os concorrentes e saber ganhar ou perder e que isto sempre pode melhorar para todos.
ORIGAMI DO FOGUETE http://mariadobradura.blogspot.com/
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Postado por Maria Dobradura às Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

LUZ NO FINAL DO TÚNEL - DINAMISMO EM AULAS E TREINAMENTOS tema 13

Como qualquer estratégia para dinamizar grupos pode ser aplicada onde ela melhor se adaptar. A LUZ NO FINAL DO TÚNEL em princípio é indicada para solução de problemas ou estabelecimento de novos comportamentos, novos planos e projetos.
Se a intenção é solucionar problemas com a participação de todos os elementos do grupo segue um exemplo.
Levanta-se a questão do problema. Se todos o percebem, se existe realmente e como se manifesta. Quais seriam as mudanças necessarias. Oralmente.
Com o problema objetivamente estabelecido, ou mesmo que ainda nebuloso procuram-se soluções.
Estas soluções podem ser vistas em primeiro lugar individualmente (ativa a participação individual sem encostar em ninguem) e/ou grupal.

Vamos considerar individual.
1- Cada participante do grupo recebe uma série de círculos com um corte circular no centro. (Modelo no final do texto),
Considerando 4 etapas para se chegar na luz no final do túnel cada participante recebe um jogo de 5 discos de papel onde o primeiro tem círculo cortado no centro maior e a cada disco este círculo diminui até o último que não tem corte mas um pequeno desenho circular no centro com uma lâmpada desenhada ou uma pintura que lembre luz, claridade ou a palavra solução. Cada um toma este último disco e escreve o que acha ser a solução, ou a luz no final do túnel. Então escrevem a cada disco anterior o que vai possibilitando se chegar à luz do final do túnel.
2- Supondo que no primeiro disco alguem escreva resolver dificuldades pessoais. Essa pessoa tem que operacionalizar esta colocação. O que são dificuldades pessoais e como seriam resolveridas especificando-se em ítens, em exemplos. Podendo-se dizer que algumas pessoas têm dificuldade de se comunicar ou trabalhar com determinadas outras. Neste caso dando dicas para que isto possa ser melhor vivido. Pouco investimento em crescimento de indivíduos e de grupos. Dizer como percebe isto acontecendo.
Com este primeiro disco indicando tomada de consciência de uma das pré-soluções, passa-se para o segundo disco.
3 - No segundo disco aponta-se o que ainda é preciso para ter mais clareza da luz no final do túnel. Por exemplo seguindo sugestão do primeiro disco alguem escreve possibilitar trocas de experiências onde uns precisam ouvir e outros falar. Traduzir isto em ações. Criar um sistema de comunicação de resultados de trabalho, de novas experiências, etc.
4 - No terceiro disco a solução seria mais resolvida se não houvessem tantos comentários fora de hora, fora de local e por assim dizer fofocas. Traduzindo-se isto em melhoria de comunicações, diminuição de falatórios, indo ás pessoas certas para esclarecimentos, quem tem informações encontrar o meio viável de passá-las. Onde ocorrem informações inventadas e inverídicas e como sanar este problema. Passo mais avançado para chegar ao final do túnel.
5 - Estabelecido e operacionalizado o terceiro disco chega-se ao quarto, quase na luz do final do túnel. A última coisa que está faltando é cada um colocar sua perspectiva pessoal de comportamento frente ao problema a seer solucionado ou aprendizagem a ser concretizada. O que cada um na sua reflexão se propõe como meta concreta.
6 - No 5o. e último disco e não vazado encontra-se a solução que pode ser harmonia, funcionalidade de trabalho, crescimento em serviço e pessoal, aprendizagem de determinado assunto, etc.
Tendo feito tudo isto, individualmente, podem agrupar-se determinado número de pessoas para discutirem as posições de cada um e levar uma conclusão para discussão do grande grupo.
A coordenação da aula ou treinamento pode determinar anteriormente os passos de cada disco ou folha e cada participante apenas operacionaliza - concretiza  - este avançar no túnel. 
Tudo isto tambem poderia ser feito diretamente em grupo total, mas desde que se tenha bom controle na coordenação da atividade ou da aula com um grupo maior. Pode também ser feito com um grande cartaz ou cartazes sobrepostos simulando a luz no final do túnel, desde a visão da entrada (cartazes que a cada análise vão sendo retirados em direção á LUZ NO FIM DO TÚNEL. Imortante todos contribuirem nas colocações coletivas. Corre-se o risco de não se assumirem e nem pensar sobre o caso quando não é estimulada a participação de todos.

Numa sala de aula é um método de se investigar e tentativa de resoluação de problemas de disciplina. podendo até ser os dois. Frente a uma aprendizagem mais dificil colocar passos antecessores para aquela aprendizagem. É uma boa forma de esclarecimentos e recuperações.
Um exemplo para disciplina em sala de aula.
1- Coloca-se a situação de disciplina que anda atrapalhando aprendizagens, relacionamentos, provocando excesso de disturbios, perda de tempo
2- Estabelece-se o final da luz do final do tunel como um ambiente de sala de aula alegre, que pode até possibilitar brincadeiras, mas que tem que ser produtivo. Entendendo-se com esta produtividade o que é necessario - listado em itens.
3- Cada qual recebe seu material para colocar como se chegar ao final do túnel e escreverá esta produtividade e estes itens lá. Depois colocando tantas perspectivas de início do túnel cada qual escreve tantos passos quanto desejar para se chegar a isto.
Sugestão - um primeiro disco em que cada aluno será responsável por colaborar na aula enquanto disciplina e aprendizagem. Se for o caso listar o que acham que deve ser abolido de imediato. Gracinhas de determinadas pessoas, ironias, desinteresse total seé com ou sem motivos etc.
4- Aulas mais interessantes e dinâmicas. Participação de todos e como não deixar que a indisciplina domine o ambiente.
5-  Estabelecer regras ou algo no gênero (regras existem e não fazem mal a ninguém quando viáveis, necessárias e possíveis).
6- Como será a classe produtiva e feliz no final deste tunel?
Lidando com crianças e adolescentes, ou mesmo adultos, podem ser feitos desenhos pinturas, quem sabe até mini-grafites (pichações são negativas e devem ser retiradas!).
UM CASO DE APRENDIZAGEM - 
Lembrando da excelente professora de História, Dona Elza Maria Franco Soares que nos ensinava Crítica Histórica no antigo curso clássico, ex colegial, atual ensino médio. Não adiantava citar tudo o que se sabia de história se a pergunta fosse sobre causas e consequências, por exemplo, da revolução francesa, pinturas do Renascimento e a política da época ou qualquer assunto. A análise era tudo o que nos abriu a mente para senso crítico e até para aprendizagem de futura semiótica.  Numa aula programada deste tipo coloca-se o fato no último disco e cada disco sobreposto seriam as causas e o último ou consequência já viraria causa de um próximo fato.
Em Física. No último disco a teoria da relatividade de Einstein. Nos discos anteriores a chegada a tal fato. Nós mesmo precisamos assistir a esta e a muitas aulas anteriores. Lembrem que lá em cima dissemos que cursamos o colegial clássico.
Enfim a estratégia tem muitas utilidades, basta inventar o que fazer com ela. E ela trará informações e ajudará bastante em soluções individuais e de conjunto.

MODELO PARA ENCONTRAR A LUZ NO FINAL DO TÚNEL individual ou grupal dependendo do tamanho que se faça.

O que se vê neste exemplo de modelo são pratos de festas com assuntos infantis. Mas para adultos e adolescentes pode-se fazer com o que for mais fácil e no formato mais adequado. Pode-se inclusive fazer no formato de túnel mesmo com as aberturas ampliando-se aos poucos.
Mas os cartazes feitos sobrepostos são fáceis e mais elaborados pelo grupo todo.
Não esquecer que mesmo com alguns passos individuais (se assim for decidido) não pode deixar de lado a tarefa GRUPO TOTAL.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ORIGAMI PARA VESTIBULANDOS - 1000 TSURUS

sexta-feira, 4 de junho de 2010



ORIGAMI PARA VESTIBULANDOS - 1000 TSURUS


Há uma lenda no Japão, muito antiga, de que o pássaro tsuru (grou)vive 1000 anos. E tem mais. Quem fizer 1000 tsurus de origami e expressar um desejo, este acontecerá.
A historia ficou difundida mesmo, tanto para o Japão quanto para o mundo ocidental, quando Sadako Sassaki moradora de Hiroshima que por ocasião do lançamento da bomba tinha 2 anos e nada sofreu, passado alguns anos apresentou leucemia, uma das terríveis doenças sequela da bomba atômica.
Uma amiga lhe falou sobre a lenda e elas começaram a confeccionar os 1000 tsurus. Sadako infelizmente morreu antes de completar os tsurus. Mas seus amigos completaram e levaram para seu sepultamento.
A partir dai, esses mesmos amigos iniciaram um movimento de confeccionar tsurus para todas as crianças vítimas como Sadako. E o movimento cresceu bastante. Praticamente todas as escolas do Japão contribuiram para confecção de tsurus no lançamento da Praça da Paz em Hiroshima, onde há a estátua de Sadako. O tsuru é considerado o pássaro da paz.
Sadako perseverou e fez tsurus até seu final de vida. E deixou a lição que agora acompanha tanta gente.

Particularmente não acreditamos que, apenas, fazendo 1000 origamis se consiga realizar desejos. Mas assim mesmo já fizemos mais de uma vez. Acreditamos é que na medida que nos dispomos a realizar 1000 objetos semelhantes estamos nos concentrando no que desejamos. Mesmo que faça tsurus sem pensar a cada vez pelo que estamos fazendo, em nosso inconsciente sabemos e se pararmos para nos perguntar por que estamos fazendo tal coisa, a resposta é imediata.
Talvez acreditamos mais na força, concentração de pensamento e ação para alcançar o que desejamos.


Um dos grandes desafios e desejo lá no Japão é alcançar a entrada em boas escolas, empregos. Mesmo no Brasil toda vez que começa o tempo de vestibular há alguma reportagem de estudantes, na sua maioria descendentes de orientais que fazem os 1000 tsurus.


Há papeis japoneses que tem estampado o kanji (ideograma) para entrada em vestibular. Mas há muito tempo não vemos isto por aqui. Havia na Livraria Fonomag nos anos 90.
Mas há em várias papelarias especializadas a venda de caixinhas já com 1000 papeis coloridos (japoneses e coreanos) para se fazerem os tais tsurus. Em geral são feitos na medida quadrada de 7,5 cm de lado.
Tambem é possivel se optar por papeis brancos. Numa folha de papel sulfite A4(oficio), mesmo em cores neste tamanho você poderá conseguir pelo menos 6 papeis para tsurus (e sobra papel). Se dividir em papeis de 7X7 terá 12 papeis. Totalizam 84 folhas A4 para os 1000 tsurus.
Pode-se criar um grande móbile, colocá-los numa caixa, enfim a arte final fica por conta da alegria e criatividade de quem consegue fazer os 1000 tsurus. Teve uma pessoa que jogou num rio da França, visto que papeis são materiais bem solúveis (não sabemos se é recomendável). Já vimos aquário desativado para peixes com luzes internas e tudo, cheinho de tsurus coloridos.
Este tipo de móbile (figuras lá no alto) feito com tsurus, miçangas, cristais e aplicados num aro circular de metal têm uma leveza visual e física excelente. Quando bate o vento ele é um verdadeiro carrossel girando e conforme aumenta a velocidade abre a roda (a Mônica Poyares deve amar um móbile assim). O tipo de papel aqui utilizado e nos 1000 tsurus acima foi papel vegetal que no tamanho A4 foi cortado no tamanho de 9X9, 4 tsurus por folha e o que restou da folha foi aproveitado para outros trabalhos.

Calculando que você comece a fazer seus 1000 tsurus para entrar numa boa faculdade agora em junho, até dezembro você poderá confeccionar a média de 167 tsurus por mes. Quarenta e dois por semana ou seis por dia. Pegando o jeito voce faz com um pé nas costas (nem tente!) e em locais onde for permitido (nem todo professor ou chefe permite). Há pessoas que, fazendo origamis fáceis e já bem práticas, conseguem se concentrar melhor. Agora, fazer 1000 tsurus, não prestar atenção em aulas e nem estudar, não há origami que salve a situação.


Se alguem estiver pensando que não tem paciência para fazer isto uma informação. Não precisa ser paciente para fazer origami. Entre com as mãos e cérebro que o origami lhe trará a paciência.
Abaixo um site com boa explicação através de video de como se faz o tsuru.
http://www.aprendendojapones.com/2009/09/13/tsuru-origami/

quarta-feira, 14 de julho de 2010

DINAMISMO EM AULAS E TREINAMENTOS - PROFESSOR COMO ESTÁ FICA! - REFLETIR PARA O DINAMISMO

No jornal FOLHA DE SÃO PAULO de 5 de abril de 2010 há uma reportagem - APRENDER A ENSINAR - a respeito da observação de professores considerados bons que fazem algo diferente. Há algumas sugestões adaptadas de um livro sobre como agem os melhores professores, numa pesquisa do autor americano Doug Lemov citadas em seu livro TEACH LIKE A CHAMPION.


Na semana anterior um artigo no mesmo jornal citava escolas que adotam materiais de ensino fabricados à distância. Isto mesmo. Eles não se dirigem a uma clientela específica, eliminam profissionais necessários e ainda criam um comodismo no professor. Ainda dizem que são utilizados por isto mesmo, pelo professor não capacitado para sua profissão.
As escolas de maior poder aquisitivo dispensam estes materiais, pois têm profissionais mais gabaritados e ainda garantem maior sucesso para a escola em ranking para se estabelecer qualidade.
Tudo isto é mais que sabido. E apenas nos perguntamos até onde vão insistir no erro? Quando não tiver nem alguém, nem nada mais a ser feito? Nem educação a ser proposta?
Parece que aceitam-se professores "capengas", então dá-lhe material pré-fabricado em cima.

Nos anos 70 no Mobral do Município de São Paulo obrigados a utilizar materiais impostos pelo governo federal tínhamos uma equipe excelente que adaptava os tais materiais para a clientela específica desta grande cidade. Tudo era planejado, treinado, observado  com conteúdos analisados e resultados avaliados. Ah, e replanejados no que fosse necessário. O professor só não aprendia se não queria ser mais e fazer melhor.


Há algum tempo na criação de apostilas para um colégio na elaboração de material para alunos a versão para os professores era muito maior. Propiciava dicas, saídas, sugestões e provocava estimulações. Motivava-se o professor a ser e fazer mais.


Revemos agora num pequeno e precioso livro da Fundação Getúlio Vargas de 1971 com a coletânea de artigos da revista EL CORREO DE LA UNESCO (reparem na antiguidade).
Desatacamos o artigo O FUTURO DO ENSINO de John I. Goodlad (diretor de Programa e Pesquisa e do Instituto para o Desenvolvimento das Atividades Educacionais e reitor da Escola Graduada de Educação da Universidade da Califórnia)
Na época (69/70) John Goodlad coloca a influência da televisão e revela a sombra que já se vivia antecipadamente dos computadores. Na sua análise ele chega a questionar que a próxima era (isto para ele era numa proposta para o ano de 2001) seria a do ensino sem professor ou, antes, da interação homem-máquina. Nestes levantamentos ele se pergunta se o computador virá para a escola como a tínhamos naquela época e como seria a acessibilidade para a sala de aula. O fator preço seria diminuído com o tempo. A máquina exigiria pessoal especializado e muito mais coisas que (nós deste século) já vimos ao longo do processo. De modo algum John Goodlad questiona o valor de tal instrumento de comunicação. Mas ele questiona o detalhe humano como ficaria, admitindo que ele é NECESSÁRIO ao aprendizado.
Naquela época John Goodlad já achava que a falta de um sensível fator humano é o que explicaria porque as escolas não tinham rendimento tão elevado. Os professores não tinham se adaptado à televisão o que se diria à era que viria dos computadores. Em sua colocação os professores poderiam debater sobre qual a divisão de responsabilidades entre o homem e a máquina. Esta seria legitimada como auxiliar no programa de ensino. As conclusões, dele, avançadas para o tempo e que vemos concretizadas em vários pontos, diz que o mais importante da profissão didática é a humanização do processo de instrução.


Ele falava na primeira pessoa: "Nós sempre defendemos objetivos verdadeiramente humanos para a educação, mas isto não significa que tal coisa esteja sendo alcançada corretamente. Duas oportunidades se abrem à nossa frente. A primeira é a humanização do conteúdo do curso didático. A segunda é a humanização de todo o sistema de instrução."


Resta - agora falando de previsões passadas e realidade atual 2010 - conscientizar a todos e ao professor de sua grande responsabilidade. Ele não está sendo substituído só pela máquina, mas dependendo de seu desempenho por frias apostilas.
Debates realmente importantes do ponto de vista educacional devem ser feitos ainda e dar importância aos questionamentos dos anos 60 de John Goodlad. Seguem-se os mesmo.
Como anda a cultura que ensinamos - e a que aprendemos?
Até que ponto cada indivíduo tem amplas possibilidades para desenvolver o máximo suas potencialidades?
Até que ponto cada indivíduo está tomando consciência de seu valor pessoal, o mesmo senso de valor que é necessário para a auto-realização?
Até que ponto os cidadãos estão desenvolvendo os verdadeiros valores humanos, que transcendem do homem de qualquer época ou país?
Uma quinta pergunta é ainda mais importante, desafiadora e assustadora, agora que o homem dispõe de forças modificadoras tão importantes:
Como cidadão e educador, eu advogo o direito de participar do diálogo perguntando: que tipo de seres humanos desejamos formar?
Por conta disto tudo vemos que a sala de aula e o professor estão sendo colocados numa geladeira que não o deixa congelado e parado, mas exige que ele se movimente endurecido, alheio e cada vez mais, já que ele não é capaz... deixa como está.”


O artigo de hoje da Folha dá, mas muito pouco alento. As grandes empresas que vendem material para anônimos e despersonalizados assusta bastante. É a brincadeira: COMO ESTÁ, FICA!

terça-feira, 13 de julho de 2010

DINAMISMO EM AULAS E TGREINAMENTOS - SUGESTÕES DE DINAMISMO EM AULAS EXPOSITIVAS 1a e 2a partes


DINAMISMO EM AULA EXPOSITIVA E GRUPOS FORMADOS COM RAPIDEZ
Este tema não deve ser lido por professores que costumam "formar grupos de classe" enquanto vão fazer outra coisa como corrigir provas que às vezes nem daquela classe são, descansar da jornada carregada de aulas que tem. Não. Para estes professores o tema tem contra-indicação, pois podem causar problemas de consciência. Tomara!
Quando se formam grupos de classe é para participação total de professor e alunos em maior aprendizagem, maior rendimento (de todos, professor incluso) e melhor disciplina.
A boa dinâmica de aula e de grupo favorece a disciplina, mesmo que se possa pensar em agitação, mas não confundir isto com dinamismo. Ao inves de chamarmos de dinâmica de grupo, acabamos de mudar o nome para DINAMISMO DE GRUPO TOTAL OU DE SUBGRUPOS EM AULA.
Por que a dinâmica de grupo? Simplesmente para ter uma aula movimentada e alunos felizes? Claro que não! Isto pode ser um dos motivos e/ou consequencias, mas há mais que um objetivo uma aprendizagem ética de vida e para toda a vida. A escola é um local de aprendizagem desde que se entra pela porta ou portão a dentro. Ela deve favorecer a aprendizagem do comportamento ético individual para que este possa, também, ser coletivo. Ela tem que favorecer a aprendizagem de valores e estes não são apenas individuais, são mais amplos e na escola tambem se treina para vida profissional futura.
Aqui é só um lembrete para que não esquecer que dinamismo prevê a presença de valores. Mas este assunto valores na escola será postado numa próxima vez.
Em algumas postagens anteriores foi colocada a necessidade de se iniciar a aula com algo que faça - com interesse - que os participantes comecem a sintonizar o momento e possam preparar a mente para esta abertura. Muitos pensam em relaxamentos zen que de vez em quando funcionam, mas podem chamar o sono que virá à cavalo. Mas há várias outras situações que já citamos, como aviões, malas de viagem, origamis, resolver um problema de atualidade etc. Após isto pode-se ir para a aula propriamente dita.
Mas diante de desculpas como:
1- HOJE A AULA NÃO TEM COMO NÃO SER EXPOSITIVA

1.1. Tem, sim. Uma sugestão é agrupar aos alunos para durante as explicações levantarem questões a serem feitas para melhor detalhamento, ou irem preenchendo alguns itens que o professor distribui numa FOLHA ROTEIRO.
Deixa-se 5 minutos ao final da aula para que os alunos troquem idéias sobre o que responderam e apresentem uma sugestão e/ou apreciação e/ou correlações com o mundo que vive no dia a dia. Independente da matéria, isto tem um efeito de atenção e de aprendizagem reforçada.



1.2. Para aulas em que se pode ter algo mais esquemático (tabelas, esquemas, quadros) sugere-se a esta estratégia de TABELA VAZADA ou TABELA "FURADA". O professor (veja que pode dar um pouco mais de trabalho, mas será recompensado por utilizar várias vezes, várias turmas e adaptar a partir de algo já concreto) deverá fornecer no inicio da aula uma tabela impressa ou afixá-la ou ainda a colocando em quadro, na lousa, (se for assim, dê um tempo para que copiem - cópia, aliás pode sim ser, um ponto de aprendizado-.
O quadro trará informações sobre o assunto daquela e até de mais aulas correlatas ao mesmo. Durante a aula conforme a exposição do professor, os alunos vão preenchendo suas tabelas individuais. Somos a favor do aluno aprender a ir atrás e não ter tudo mastigadamente resolvido e caso eles se percam, que procurem "se" retomar durante o processo. Já não se usa a expressão "tomar o bonde andando", por que eles não existem mais. agora "tomar o metrô andando" é muito mais dificil. Perde-se o embarque e se atrasa na vida.
Ao final daquele dia de aula ou do assunto o professor dá tempo (se tiver) para que em grupos (cada um com sua anotação-IMPORTANTE) completem seus quadros com sua proprias letras e entregam ao professor que avaliará o registro a ser devolvido depois para os alunos como uma forma de assistir aula, fazer esquema e registros sintetizados para estudo.
No esquema INCOMPLETO de tabela do exemplo, os quadrinhos sem nada escrito é que são preenchidos pelos alunos, melhor DURANTE ou senão LOGO APÓS a aula. Pede-se que se perderem o fio da meada, prestem a atenção e depois poderão voltar aos "buracos" deixados. Esta aula foi dada em 2009 na matéria Ciencias dos Alimentos na faculdade de farmácia da UNIFESP. Mas é possível em aulas das mais diferentes matérias dentro da 2a. fase do 1o. grau e 2o. grau. Uma aula de historia, biologia, geografia, línguas, podem perfeitamente se utilizarem tambem de TABELAS VAZADAS ou FURADAS.
Nota-

Um tema que, tambem, logo será abordado é do professor, com suas caracteristicas próprias de personalidade, mas esperto para lidar com sala de aula. O que é um professor com jogo de cintura, adequado ao tempo de aula e aos tempos modernos, com sabedoria exposta. Um santo? Não, mas muito menos um mártir.
SEGUNDA PARTE DE SUGESTÕES DE DINAMISMO EM AULAS EXPOSITIVAS
MAIS AULAS EXPOSITIVAS DINÂMICAS
1.3.- O professor informa que farão uma AVALIAÇÃO DIFERENTE ao final da aula e dá andamento a esta. No final faz uma avalição surpresa com duas questões. Uma questão da aula do dia e outra de outra aula qualquer já passada. Esta provinha pode receber um valor x que será acrescentado na média, caso o aluno deseje. Vamos entender. A avaliação vale 2 pontos. Quem tirou os dois pontos pode ter acrescentado 1 ou 1/2 ponto à sua média. Depende do que o professor combina com eles. Quem acertou uma questão pode ter 1/2 ponto acrescentado e quem não acertou nada não perde, mas não ganha. Isto com certeza é instrutivo e não ameaçador. Já foi experimentado com alunos de colegial.
Pode haver uma chiadeira, protestos, mas têm que confiar que o professor não é alguem tripudiador, apenas é alguem que quer ver um aluno estimulado e esperto no sentido positivo da palavra. É uma avaliação é individual. Após a entrega para os professores sempre é bom uma conversa com todos sobre o que acharam, se foi fácil, se foi dificil e no que acham que eles precisam melhorar a respeito de avaliação.
Todas as técnicas de DINAMISMO DE AULA são possíveis de serem adaptadas As aqui citadas incluem atividades realizadas com alunos de 2a. fase de 1o. grau, 2o. grau e foram realizadas tambem com alunos universitários. E quem impede que sejam realizadas com o s pequenos tambem? Claro que não do curso infantil!

1.4. Apresentação de aula COM PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS E VISUAL EM LOUSA OU QUADRO.
Se o professor tiver mais de uma aula dentro de um tema, ou mesmo que sejam temas diferentes ele pode colocar margens em cada lado da lousa. Estimando para cada margem 1/8 ou1/4 da largura da lousa e para a parte central a metade ou 3/4 (não precisa medir, basta aproximar, mas a parte central ganhar um pouco mais de espaço).
Na margem da esquerda para quem vê o quadro o professor coloca em cima o data, título/assunto da última aula e solicita para um ou alguns alunos virem colocar brevemente alguns itens sobre do que se tratou a tal aula passada. Levar mínimo possivel de tempo para isto e apenas citações sem intervenções. O professor, então na margem direita coloca o título/assunto de sua próxima aula, não a do dia, e breves itens do que será tratado.



Na parte central, o professor coloca o tema/assunto (aqui e agora) do dia (preferencialmente encadeado com o dia anterior e/ou o posterior) e ali ele fará anotações, ou afixará durante a explanação de sua aula. Cinco minutos antes do término da mesma ele avisa que apagará a lousa e pede que um ou alguns alunos coloquem ítens (cumulativos) do que foi tratado na aula naquele espaço central.



Este processo propicia um encadeamento de aprendizagens, um esquema de memorização, de atenção e de síntese. Sem contar que é um registro para estudos, também.
Com certeza mais assuntos correlatos virão em breve.

Postado originalmente por Maria Dobradura, Fevereiro 08 e 09, 2010

DINAMISMO EM AULAS E TREINAMENTOS - POR QUE INSISTIR TANTO NO PRODUTO FINAL EM SALA DE AULA? -

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


POR QUE INSISTIMOS TANTO NO - PRODUTO FINAL - EM SALA DE AULA?
POR QUE PSICOLOGIA ATIVA NA APRENDIZAGEM?

PSICOLOGIA é comumente definida como o estudo científico do comportamento e dos processos mentais como pensamento, raciocínio, memória, aprendizagem, motivação, emoção, sensação, percepção, linguagem, estudos de consciência, sociabilidade, distúrbios psíquicos entre outros. Atualmente com o progresso e, diríamos, até positiva popularização de interpretação da neurociências tudo fica muito melhor de ser entendido e pronto para ser utilizado.

A aprendizagem se concretiza nos desafios que enfrenta de:
· comportamentos individuais e independentes,
· comportamentos sociais – interdependentes ,
· comportamentos relativos às diversidades de sua historia
· análise interculturas.

Por isso se fala em estratégias e em dinâmica de grupo. Isto tem base, fundamento e não apenas agitação para todos se manterem acordados.

ACONTECEM NA SALA DE AULA
- natureza da disciplina
- características e objetivos do professor
- característica e objetivos dos estudantes
- características e objetivos da escola
- necessidades e expectativas contemporâneas da sociedade interagem para influenciar o que é pensado, como é pensado e como isto é aceito.


Com toda esta diversidade entre pessoas são necessárias
mudanças na estrutura do ambiente da APRENDIZAGEM e nas ESTRATÉGIAS DE ENSINO.

Professores são auxiliares para que os estudantes alcancem o que é, cada vez mais, exigido.
- DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES COGNITIVAS
- adaptação a MUDANÇAS RÁPIDAS,
- num MUNDO INTERDEPENDENTE.
- PENSAMENTO CRÍTICO
- saber SINTETIZAR INFORMAÇÕES
- SENSIBILIDADE PARA A DIVERSIDADE
- e o DESENVOLVIMENTO DE ATITUDES E HABILIDADES
que provoquem uma vida de
APRENDIZAGEM EM CONTÍNUO ACONTECIMENTO



Há muita informação sendo oferecida e pouca atenção prestada para as estratégias de aprendizagem, para investigação e para solução de problemas. Para aumentar a qualidade da educação, precisamos usar estratégias que encorajem o pensamento crítico e habilidade em resolução de problemas – DESAFIOS – e infundir boa vontade (prontidão) e motivação para continuar aprendendo alem da sala de aula.

URGENTE – TUDO O COLOCADO ACIMA É ASSUNTO E AÇÃO PARA CURSO INFANTIL ATÉ CURSOS PÓS-DOC.


Postado originalmente por Maria Dobradura - Fevereiro 09, 2010

DINAMISMO EM AULAS E TREINAMENTOS - LANÇAMENTOS DE DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA AULAS EXPOSITIVAS

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

LANÇAMENTO DE DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA AULAS EXPOSITIVAS

Entenda-se que DESAFIOS devem ser lançados constantemente para que não seja apenas em Dia de Olimpíadas de Ciências, de Matemática, de Historia e outras efemérides em que estas situações possam ocorrer. Não há necessidade de parafernálias para se conseguir o que se propõe como necessidades da aprendizagem e de uma boa aula interessante. Aos desafios:


1- Um professor ao iniciar sua aula pode lançar uma QUESTÃO PRÉ-AULA que será resolvida ou respondida, ao final da mesma. Aconselha-se anotações e ao final pode deixar que resolvam ou respondam em grupo para que seja mais enriquecedor. Avise que o tempo não é muito 5/8 minutos e dará para fazerem uma boa conclusão. Alguns exporão suas resoluções.

2- Um professor pode colocar vários DESAFIOS PÓS-AULA num determinado lugar para que os alunos escolham (um ou mais) e tragam resolvidos na próxima aula. Nesta ocasião sorteiam-se um número viável pelo tempo e terão que explicar como chegaram às resoluções. Se reclamarem nota ou coisa no gênero, podem justificar que os conhecimentos adquiridos são o melhor pagamento, ou generosamente se oferece 0,2 a 0,5 ponto a quem se interessou em fazer e apresenta um registro pessoal.
Não revelar esta intenção anteriormente e se utilizar novamente esta estratégia mude o esquema de recompensa, pode até ser bala/doce.

3- DIA DO INVESTIMENTO DE ESTUDOS – Os próprios alunos num determinado dia criarão e/ou trarão EXERCÍCIOS DESAFIANTES para serem colocados à disposição de toda a classe por um período de tempo. Ocasionalmente (com certa freqüência) o professor poderá inclui-los nas aulas ou resolve-los conjuntamente com a classe. Preparar questões é uma forma de aprendizagem crítica.

Postado por Maria Dobradura às Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

DINAMISMO EM AULAS E TREINAMENTOS - UMA AULA UNIVERSITÁRIA COM GOSTO DE... GOSTEI!


O título dá destaque à aula como sendo universitária, pois poucos professores dão valor a que se possa fazer isto em curso superior. Grande engano, pois o aluno sabe reconhecer uma aula com competência, dada com jogo de cintura que mobiliza maior interesse que chega a desafiá-lo, pois se saiu do óbvio e estático.
Colocadas aqui estas estratégias se permitem de serem utilizadas por qualquer curso e faixa etária. 

UMA AULA UNIVERSITÁRIA COM GOSTO DE... GOSTEI!
Estas estratégias foram solicitadas por uma professora de faculdade pública do Estado de São Paulo. Num curso de engenharia.
O plano sugerido para a aula foi transmitido por e-mail e aqui vai ser colocado neste tipo de linguagem de primeira pessoa. Vamos lá.
- Vou dar algumas sugestões e você encaixa onde der e se der. Pode telefonar e consertaremos o que for preciso ou necessario. Você já sabe que deste conteudo eu não entendo, mas você vai me encaminhando.


1o. MOMENTO - Você não conhece os alunos, pois está substituindo o titular. Estou certa? Pelo menos não os conhece como grupo.
Apresente-se de inicio, mesmo que a conheçam do corredor e diga o que pretende fazer.

"Sou R. e tenho o período de 3 tempos para dar aula sobre biopolímeros. Para que haja aprendizagem a aula tem que ser dinâmica e por isso vamos trabalhar juntos. É importante saber como voces estão chegando para esta aula." (Lembrando que numa cidade de interior, curso noturno, tudo que eles mais querem é sair para barzinhos)

- Daí R., você pode utilizar:

SUGESTÃO UM

Estratégia da mala de viagem (já falamos sobre ela na postagem de 18/01/2010). E eles escrevem o que estão trazendo de
1- Conhecimentos de assunto - básicos, médios, nada, etc.
2 - Expectativas que pretendem ver resolvidas, como saber, utilizar, só mais uma aprendizagem,etc.
- Você recolhe todo os papeis com as malas e diz que é impossível ler todas e ao acaso pega três dos conteúdos das malas. Pode perguntar se aqueles três exemplos respondem às necessidades gerais (inclusão). Caso digam que sim, que não, que sei lá, diga que espera que a aula responda a todos.

SUGESTÃO DOIS -
- Diga aos alunos que um grande conglomerado de empresas de alimentos anunciou para a faculdade que tem necessidade de estagiário em engenharia de alimentos para trabalhar na área de biopolímeros. Mas a empresa não diz o quanto quer de experiência. Eles apenas pedem que sejam honestos e claros na capacidade atual de cada um e que todos façam um currículo.
Deve ser um currículo muito curto. Imaginar e escrever.
Nome da empresa a que se destina o currículo. Sua formação profissional. Quanto entende de biopolímeros (muito, médio, pouco, precisa saber mais). Ou, reconheça que não sabe nada, agradeça e passe esta. Assine.
- Este esquema de relatorio R.,pode ter por escrito para agilizar o seu tempo de aula.
Recolhe todos os currículos e leia pelo menos cinco. Na descontração leia o nome das empresas pretendidas por eles.

- Em qualquer das duas sugestões acima você já colocou os alunos na presença da aula.

Em psicologia significa TONAR-SE PRESENTE, naquilo que se faz.
- Para uma ou outra sugestão reserve no máximo 15 minutos e diga a eles que haverá aceleração em alguns momentos.


2o. MOMENTO -
Exponha um cronograma da aula.
Se for possivel dê folhas impressas para eles e/ou utilizae o datashow. No quadro haverá os tópicos do assunto, mas haverá espaços para que eles vão anotando a aula como queiram.
Tempo - 5 minutos para explicar este recurso.

3o. MOMENTO - Definições gerais e colocação de todos os tipos de biopolímeros.
- Deixe que eles escrevam em coluna. Explique cada um. Você terá um cartaz ou datashow.



4o. MOMENTO -

- Divida a classse em grupos rápidos de 4/5 alunos e peça que acrescentem ao lado da coluna de biopolímeros onde são encontrados. Isto é feito em grupo, discutido e redigido.
Pode sugerir a cada grupo uma excursão imaginária a um supermercado (latarias e embutidos), a uma feira livre, a uma quitanda, numa farmácia, num laboratório, na peixaria e seção de aves do supermercado etc.

Tempo - 10 minutos para cada grupo levantar os produtos que contêm biopolímeros.


Cada grupo apresenta seus resultados (pergunte mais, avalie as respostas) e cada um vai escrevendo na sua folha o que acha mais importante.

Diga que é importante o máximo de recolhimento de informações porque mais adiante terão outra tarefa que utilizará tudo isto.

Tempo para essas exposições 30 minutos.


INTERVALO 10 MINUTOS


5o. MOMENTO -

Agora você poderá ustilizar a tabela furada, falha, (falamos nela na postagem de 06/06/2010), não de errada, mas vazada.

Você terá uma tabela e em determinados lugares não escreverá nada. Eles escrevrão durante a apresentação da aula. segura a atenção e se der tempo peça que eles arrisquem o que estaria escrito ali, antes da exposição.

Como recurso material você poderá usar um cartaz grande com tudo isto e cola acrescentando (ou faça o jogo no datashow) na medida que vai expondo ou trabalhando. Isso dá segurança para você com um conteúdo grande e segura a atenção.

TEMPO TOTAL 50 MINUTOS

6o. MOMENTO -
Com o mote da FOME ZERO continu a aula.

Eles, os alunos imaginam que foram convidados, como especialistas em biopolímeros a participar de um programa Fome Zero, ou qualquer coisa que alimente determinados lugares.

Atividades de grupos

GRUPO 1 - verificar produtos industriais para suprir as necessidades de crianças de 2 a 8 anos.

GRUPO 2 - Numa aldeia de pescadores, como orientar a cooperativa de alimentos para que possam suprir suas necessidades.


GRUPO 3 - Numa academia de ginástica o que colocar de produtos alimentícios à venda ou o que recomendar.


GRUPO 4 - Fazer uma campanha de alimentos dirigida para o suprimento de biopolímeros para uma comunidade do Piauí, ou Mato Grosso, ou qualquer lugar, de alimentos industrializados que possam atender a toda comunidade, crianças, jovens, adultos, idosos, etc.


GRUPO 5 - Em laboratório criar um produto enlatado, ensacado ou o que for em que colocarão alguns biopolímeros adequados e ajustados para populações de determinados lugares.

R., estes dois últimos exemplos poderiam ser aplicado aos vários grupos. Veja como eles produzem e como colaboram com a listagem para a campanha. Pode então sintetizar alguns grupos para cada um desses dois últimos itens.

Tempo de grupos 20 minutos


Tempo de apresentação 5 minutos por grupo (30 minutos)

MOMENTO FINAL

Você "amarra" a sua expectativa da aula.

Se tiver feito a mala de viagem, mande que acrescentem na mala o que levam de aquisição de conhecimentos, risquem o que não for mais viável do comportamento de entrada, podem manter dúvidas, etc.

Se tiver feito o currículo, peça que escrevam para qualquer empresa e coloquem sua intenção de trabalhar agora. Podem apresentar como experincia profissional o último grupo que fizeram.

Recolha todos e leia três e se alguem quiser falar mais alguma coisa, que diga agora ou se cale para sempre.

Até a próxima. Boa noite.


Uma repercursão desta aula foi de um velho professor que passava e estranhou todos os alunos em sala e tambem sentou para assistir.

A outra, bem interessante foi quando o titular soube da aula com presença significativa dos alunos, dito por outras pessoas, disse a R. que a cadeira era dele!


Observação -
Biopolímeros para simplificar, e muito, são proteinas, carboidratos e outras coisas. Basta acessar a internet ou perguntar para alguem que saiba. Não faz parte do caldeirão da Maria Dobradura.